Público não deve conhecer dados, diz comandante

O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, disse na CPI que foi surpreendido, na terça-feira, com a busca e apreensão autorizada pela Justiça Federal de documentos nos Aeroportos de Guarulhos, Congonhas e no Cindacta-1, em Brasília. A Aeronáutica conseguiu liminar impedindo a retirada do material. "Tem dados que não convém ser do conhecimento público no momento, porque podem trazer conseqüências desagradáveis."Depois, Saito esclareceu que as informações sigilosas referem-se a aviões militares e a dados reservados sobre controle do espaço aéreo. ''''Não seria conveniente por causa do sistema integrado que temos'''', disse, referindo-se ao fato de que, atualmente, o sistema de controle de vôo é misto, civil e militares.A Justiça Federal atendeu ao Ministério Público Federal ao autorizar a busca e apreensão. ''''Não temos problemas com o Ministério Público. Eles estava no direito deles de tentar (obter os documentos) e nós estávamos no nosso direito de tentar derrubar (a primeira decisão judicial)."Saito foi cobrado por ter concedido a medalha Santos Dumont, por serviços prestados à Aeronáutica, aos diretores da Agência Nacional de Aviação Civil. "Se nós não apoiarmos (os diretores), quem vai apoiar?"

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2009 | 00h00

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