rj.gov.br
rj.gov.br

PUC-Rio afasta professora por comentário no Facebook

Docente publicou foto de um homem na sala de embarque do Santos Dumont, com o comentário: 'Aeroporto ou rodoviária?' E se queixou que a pessoa estaria em seu voo

Felipe Werneck, O Estado de S. Paulo

17 de fevereiro de 2014 | 19h58

RIO - A reitoria da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio) afastou ontem "temporariamente" da Coordenação Central de Cooperação Internacional (CCCI) a professora Rosa Marina de Brito Meyer. Um comentário feito pela docente, no Facebook, motivou a decisão do comando da instituição.

No dia 5 deste mês, Rosa publicou uma foto de um passageiro na sala de embarque do Santos Dumont, no centro do Rio, na qual pergunta: "Aeroporto ou rodoviária?" Na foto, aparece em destaque um homem sentado de bermuda, tênis e camiseta regata. O comentário repercutiu nas redes sociais.

O reitor da PUC-Rio, Josafá Carlos de Siqueira, que assina a portaria enviada ontem aos funcionários, informou que não daria entrevista por se tratar de uma "atitude pessoal" da professora. Além disso, a universidade negou que Rosa tenha pedido demissão. Ontem, ela não foi localizada para comentar o afastamento.

O Departamento de Letras, onde ela atua, não se pronunciou sobre o caso. No site da universidade, Rosa aparece como professora de quatro cursos, entre eles o de Aspectos Culturais do Português como Segunda Língua. O órgão do qual Rosa foi destituída é responsável por convênios para intercâmbios de estudantes, professores e pesquisadores, permutas de publicações científicas e realização de pesquisas conjuntas.

Processo. Com a repercussão do caso, o homem da foto foi identificado. É o advogado Marcelo Santos, de 33 anos, morador de Nova Serrana, em Minas Gerais, que estava de passagem pelo Rio, após ter feito um cruzeiro.

"A primeira reação foi de espanto, por achar inacreditável aquele tratamento ter vindo de pessoas ligadas à educação. Me senti vilipendiado e agredido. A conotação que quiseram dar foi esta. Vou tomar medidas legais contra todos os envolvidos", afirmou o advogado ao Estado.

A postagem de Rosa foi comentada por outros amigos, também professores universitários. Todos pediram desculpas e disseram não querer agredir ninguém. No entanto, uma página foi criada no Facebook com o nome da professora para criticá-la e até ontem tinha 27 mil "curtidas".

Tudo o que sabemos sobre:
Facebookprofessorapreconceito

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.