JOSÉ LUCENA/FUTURA PRESS
JOSÉ LUCENA/FUTURA PRESS

Puxado por Ludmilla, funk volta a arrastar foliões na terça-feira de carnaval no Rio

Riotur, órgão da Prefeitura do Rio, estima que festa levou 630 mil pessoas ao centro da cidade

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2018 | 18h55

O bloco Fervo da Lud, puxado pela cantora Ludmilla, mostrou nesta terça-feira, 13, que o funk carioca está mesmo em alta no carnaval do Rio, ao arrastar 630 mil foliões em desfile de manhã, no Centro.

A estimativa é da Riotur, órgão da Prefeitura do Rio. O Fervo da Lud rivalizou com as cifras do Bloco da Favorita, que, no sábado, 10, arrastou 690 mil pessoas pela orla de Copacabana, na zona sul, também na estimativa oficial.

Aos 22 anos, a cantora, sensação surgida na internet, comemorou o sucesso em suas redes sociais. “Quem dorme sonha. Quem corre atrás realiza seus sonhos. E hoje eu realizei mais um, graças a vocês!”, escreveu Ludmilla, em sua conta no Facebook.

 


Além de seus sucessos, Ludmilla, que trajava turbante e fantasia com referências africanas, cantou hits do axé, de cima do trio elétrico. Durante o desfile, o bloco teve ainda as participações de outros nomes do funk carioca, como Nego do Borel e Jojo Todynho. 

A terça-feira de carnaval também foi marcada por desfiles de blocos tradicionais do Rio. Na zona sul, o segundo desfile da Banda Ipanema começou no fim da tarde, com uma homenagem ao compositor e cantor Martinho da Vila, que completou 80 anos na segunda-feira de carnaval. Martinho, cuja vida e obra foram tema do samba-enredo Unidos do Peruche no carnaval de São Paulo, subiu no carro de som para desfilar com a Banda de Ipanema.

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Também tradicional, fundado em 1990, o Bloco das Carmelitas arrastou foliões pelas ruas do bairro de Santa Teresa, na região central. O desfile da manhã desta terça-feira foi o segundo do grupo, que também sai toda sexta-feira, abrindo os trabalhos do carnaval. 

Já a Orquestra Voadora ganhou as pistas do Aterro do Flamengo, que ligam o Centro do Rio à zona sul, no início da tarde. O grupo tem cerca de dez anos de carnaval e sua marca é um potente naipe de metais, formado por saxofones, trompetes e trombones.

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