PV almeja ter candidato próprio com ou sem apoio oficial de Kassab

Determinado a lançar um nome do partido, verdes esperam fechar aliança com prefeito, mas não descartam voo solo

Iuri Pitta, O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2011 | 00h00

Mais um partido está decidido a ter candidato à Prefeitura de São Paulo em 2012, sugerindo um cenário de pulverização de forças como em nenhuma outra capital. Dirigentes do PV defendem o lançamento de nome próprio na disputa, seja com apoio do prefeito Gilberto Kassab, seja em palanques diferentes.

Hoje, tanto Kassab quanto os líderes do PV acreditam que Eduardo Jorge, secretário do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura, é o nome ideal. O ex-deputado petista reluta em discutir o assunto internamente e em público, mas seu nome já é consenso na sigla.

Sem entrar no debate, Eduardo Jorge indica que apenas não considera ser o momento ideal para isso. "Por enquanto, não sou candidato", disse o secretário na sexta-feira, ao participar da filiação dos vereadores Dalton Silvano, Gilberto Natalini e Ricardo Teixeira. "Na hora em que o PV começar a discutir (a candidatura própria), vou participar da discussão."

Presidente nacional do partido, o deputado José Luiz Penna (SP) não só tem dito que o PV terá candidato próprio como avalia que Eduardo Jorge é o nome com mais chances de viabilizar alianças eleitorais. Outros dirigentes, como o vice-presidente estadual e secretário da gestão Kassab, Marcos Belizário, pensam da mesma forma. "A candidatura própria do PV à Prefeitura independe da decisão de outros partidos", diz Belizário.

Serra. Uma eventual candidatura do ex-governador José Serra (PSDB) não provoca hoje uma adesão automática à coligação com os tucanos. Sem nome próprio o partido dificilmente manteria a bancada de vereadores - três eleitos em 2008 e seis integrantes hoje. "Ter candidato com apoio do prefeito é o ideal, mas não é o fim do mundo sairmos por nossa conta e nos encontrarmos no segundo turno", afirma um verde.

Lançar candidatura própria - não só em São Paulo, mas em outras cidades com segundo turno - também é uma tática para amenizar o impacto da saída de Marina Silva, que deixou o PV no início de julho. Para os verdes, no entanto, repetir a performance da ex-senadora - 20,1% dos votos na capital - só deixaria de ser um sonho utópico com apoio da aliança em torno de Kassab e do próprio prefeito. Por isso, até a confirmação desse nome, todos no PV dirão que Eduardo Jorge é o candidato, menos ele próprio.

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