PV oficializa Feldmann em SP e Gabeira no Rio

Marina Silva participou da convenção em São Paulo, mas não chegou a tempo de ver o anúncio do candidato no Rio

Ana Conceição / SÃO PAULO e Alfredo Junqueira / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2010 | 00h00

Ao lado da candidata à Presidência Marina Silva (PV), o empresário Fabio Feldmann lançou ontem sua candidatura ao governo de São Paulo pelo PV e espera contar com a simpatia dos jovens para driblar o seu baixo índice de conhecimento entre os eleitores. As intenções de voto em Feldmann têm oscilado entre 1% e 2%.

A campanha do PV vai apostar nas redes sociais na internet e em estratégias como o marketing viral. Feldmann conta com o fato de que o número de diretórios municipais triplicou para quase 600. "Temos 10 mil militantes e 240 candidatos a deputados que vão nos ajudar a divulgar a candidatura." Outro ativo eleitoral, disse, são os 30 mil membros da comunidade virtual "Minha Marina".

Com origem no PSDB, Feldmann filiou-se ao PV em 2005. Foi deputado federal (1986-1998), candidato à Prefeitura (1996) e secretário estadual de Meio Ambiente no governo Mário Covas (PSDB).

Atraso. No Rio, a convenção conjunta que oficializou o nome do deputado Fernando Gabeira (PV) à disputa pelo governo acabou sem que Marina e o tucano José Serra conseguissem chegar a tempo. Os dois chegaram atrasados e não se encontraram. Em entrevistas, quase não falaram sobre a crise que quase inviabilizou a coligação por Gabeira.

No início da semana, a executiva nacional tucana decidiu que o partido precisava de um candidato ao Senado no Rio - terceiro maior colégio eleitoral do País - para deixar mais evidente o número 45 na campanha. O PSDB tentou fazer com que o PPS rifasse a candidatura do advogado Marcelo Cerqueira, amigo de Serra, para colocar um tucano em seu lugar. Como o PPS não aceitou, os tucanos ameaçaram abandonar Gabeira. "Foi muito barulho por pouco. Foi tudo equacionado. A aliança é importante, inusitada, diversificada e forte", desconversou Serra. "O Rio é tão importante que dois candidatos à Presidência têm um único nome para o governo".

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