QG treinará 'tropa' para Serra e Alckmin

Comitê tucano inaugurado ontem terá funcionários dedicados a nichos do eleitorado, como mulheres, negros, idosos e homossexuais

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2010 | 00h00

Geraldo Alckmin, candidato tucano ao governo de São Paulo, inaugurou ontem a base para sua campanha no Edifício Joelma, no centro da capital paulista. Mais do que um comitê, o QG será ponto nevrálgico de apoio à candidatura de José Serra à Presidência.

O comando de campanha tucano apostou em colocar todos os candidatos majoritários no mesmo edifício. Serra ocupa o 22.º andar do Joelma. Alckmin o 21.º. O candidato ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), ocupa parte do 19.º e seu colega de chapa, Orestes Quércia (PMDB), o 11.º andar.

Mas é no térreo, em um espaço de 1.100 m², em que 30 funcionários trabalharão por segmento de eleitorado, que o PSDB pretende incutir seu discurso em militantes e simpatizantes das candidaturas da coligação e criar a chamada "infantaria".

A ideia, repetida à exaustão em eventos da campanha na capital, é que todos estejam nas ruas, de porta em porta, pedir voto tanto para Alckmin como Serra.

Os funcionários do comitê realizarão o atendimento individualizado em seções para afrodescendentes, terceira idade, mulheres e membros da comunidade LGBT. Em um mezanino, os tucanos devem fazer reuniões específicas para levá-los às ruas.

A estratégia é avalizada por Alckmin. "A TV e o rádio são importantes, mas é preciso ter o boca a boca, é preciso ter defensores. Ganha a eleição quem tem defensores no ponto de ônibus, no almoço de domingo, nas igrejas. É esse trabalho que funciona", disse o tucano.

Segundo o coordenador da campanha estadual, Sidney Beraldo, o aluguel do andar em que Alckmin está instalado custa R$ 10 mil ao mês. O térreo, em que ocorre a maior parte do eventos da campanha, é dividido entre os partidos da coligação em rateio. "Com toda a estrutura pronta, agora é mobilização", afirmou.

Outro "exército". O anfiteatro do Edifício Joelma, onde ocorreu o evento de inauguração do comitê ontem, recebe até 250 pessoas e já vem sendo usado para reuniões com candidatos e prefeitos da coligação.

Os encontros servem para dar coesão ao que os tucanos consideram como trunfo para pulverizar a campanha em São Paulo: 449 prefeitos e 947 candidatos a deputado federal e estadual.

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