Quadrilha de Sorocaba soube antes da Operação Strike

Escuta grava com autorização judicial flagra traficante avisando sobre operação

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 13h03

Traficantes ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) souberam com antecedência da Operação Strike, desencadeada em todo o Estado pela Polícia Civil, e que resultou na prisão de 2,5 mil pessoas, no último dia 14. Policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Sorocaba prenderam nesta quarta-feira, 20, seis integrantes de uma quadrilha que escapou ilesa da operação. Um dos líderes do bando, Robson Nunes de Oliveira, ligou na véspera da operação para alertar sua mulher sobre a ação. "Vai ter uma fita amanhã cedo, às 6 horas da manhã, e não sei se não estou no meio, meu", disse o bandido. Ele tinha o telefone monitorado com autorização da Justiça e a conversa foi gravada. De acordo com a delegada da Dise, Simona Ricci, a quadrilha agia na área denominada 015 pelo bando, numa referência ao código telefônico da região de Sorocaba. Seus integrantes, entre eles uma mulher, são da classe média e tinham boa condição financeira. Pelo menos dois dos presos moravam em condomínios de alto padrão. A especialidade dos traficantes era a distribuição de cocaína - cerca de 25 quilos por mês da droga. Mas um dos chefes do bando, Décio Antonio de Andrade Filho, também preso, preferia "trabalhar" com ecstasy. Ele foi flagrado numa conversa telefônica negociando a entrega de 5 mil comprimidos do que chamou de "balinhas". Os seis foram autuados por tráfico e levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba.

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