Quadrilha era formada por policiais do Denarc

Tráfico de drogas, prisões forjadas, abuso de autoridade, prevaricação e extorsão são os ingredientes do mais novo escândalo envolvendo policiais do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Uma quadrilha, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), agiu no departamento entre junho de 2000 e julho de 2001, mandando para a cadeia por meio de falsas apreensões de entorpecentes o comerciante Ribamar de Barros, além de seu irmão e de uma amiga, porque Barros se recusara a pagar R$ 50 mil para se livrar da acusação de ser o principal fornecedor de drogas do Bairro do Limão, zona norte de São Paulo. Os seis policiais que trabalhavam no departamento durante aquele período foram denunciado no dia 30 pelo promotor Eduardo Araujo da Silva à 17ª Vara Criminal de São Paulo. O diretor do Denarc, Ivaney Cayres de Souza, que assumiu o cargo em junho de 2002, informou que, dos seis acusados, apenas um continua no órgão: Alderino Loiola de Souza, o Loiola Nóia. "Ele está há dois meses afastado das ruas." Eles respondem ao processo em liberdade.

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