Quadrilha faz arrastão em prédio de luxo nos Jardins

Uma quadrilha, armada de metralhadoras e pistolas, realizou, na noite desta quinta-feira, 15, um arrastão em um prédio residencial de luxo nos Jardins, área nobre da zona sul da capital paulista. Os bandidos tiveram acesso ao condomínio, que tem 18 andares e um apartamento por andar após dominar um porteiro quando ele saiu para retirar o lixo. Avisada por um morador, a polícia chegou a tempo de prender dois suspeitos. Ao todo, oito homens entraram no prédio em dois veículos, um Fiat Brava verde e um Volkswagen Santana preto. Um terceiro carro, não identificado, teria permanecido do lado de fora do edifício. Segundo a polícia, os bandidos usavam capuzes e alguns deles trajavam uniformes iguais aos usados pela empresa que presta serviços de segurança ao condomínio. Informações preliminares não confirmadas pela polícia dão conte de que a quadrilha teria rendido pelo menos 20 moradores e invadido vários apartamentos, roubando principalmente jóias e dinheiro. Ninguém ficou ferido na ação da quadrilha, que durou cerca de meia hora e foi interrompida graças a um morador, que percebeu a movimentação e acionou a PM. A polícia chegou a tempo de prender dois dos ladrões, que ocupavam o Brava. Com eles foram apreendidos três celulares, um controle remoto do portão do prédio e duas armas, sendo uma metralhadora de fabricação artesanal e uma pistola calibre 9 milímetros. Os outros membros da quadrilha conseguiram fugir, levando consigo a fita de vídeo das câmeras do sistema de segurança. Presos, Márcio Augusto Evaristo dos Santos e Adeílson de Souza Carvalho, que é foragido do sistema prisional, foram encaminhados à sede do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (DEIC), onde estão sendo interrogados. Proprietários de três apartamentos compareceram no Deic para prestar depoimento, incluindo o síndico do prédio, mas as informações seriam de que pelo menos cinco imóveis teriam sido invadidos pela quadrilha. Uma das hipóteses levantada pela polícia é a de participação de funcionário ou ex-funcionário do condomínio no assalto, uma vez que os criminosos dispunham de muitas informações sobre a rotina do condomínio e dos moradores, além de identificações dos proprietários dos imóveis.

Agencia Estado,

16 Fevereiro 2007 | 01h49

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