Quadrilha faz família de motorista refém e assalta carro-forte

Depois de fazer a família de um motorista da empresa de segurança Prosegur refém durante 12 horas, bandidos roubaram um carro-forte, com malotes contendo R$ 747,5 mil. Eles seqüestraram o funcionário Luís Henrique Camilo Marques por volta das 21 horas de terça-feira e foram até sua casa, em Bangu, zona oeste do Rio, onde estavam a mulher e a filha. Ficaram lá até a manhã desta quarta-feira, quando o obrigaram a sair para o trabalho como se nada acontecera. O bando então se dividiu em dois grupos: um seguiu o carro-forte dirigido por Marques e outro ficou com sua família, para impedir que a polícia foi chamada. Quando passava pela Estrada do Mendanha, em Campo Grande (bairro vizinho a Bangu), o veículo com o dinheiro foi interceptado por dois carros. Deles, saíram os doze bandidos, vestidos com coletes da Polícia Civil. Eles retiraram todo os malotes e fugiram. Marques, 38 anos, que trabalha na Prosegur há dois anos, ficou em estado de choque. Durante a tarde desta quarta, o Estado o procurou pelo seu telefone residencial, mas ninguém atendeu. A Prosegur preferiu não divulgar o valor roubado; apenas confirmou o caso. O roubo será investigado pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Ainda não há pistas dos criminosos.Outros crimes Agentes da DRF contaram que já foram registrados outros crimes deste tipo antes. Em busca de grandes somas de dinheiro, os criminosos mantêm funcionários não só de empresas de seguros, mas também de agências bancárias. Para que o esquema dê certo, eles contam com a conivência de algum empregado, segundo os policiais, que passa informações como o endereço da pessoa a ser rendida, seus horários e local de trabalho.Em maio de 2006, o supervisor da agência da Caixa Econômica Federal de Madureira, na zona norte, Delmo Magalhães, de 52 anos, foi obrigado a entregar a uma quadrilha R$ 320 mil em dinheiro e R$ 20 mil em jóias. Os criminosos haviam levado a irmã, o cunhado e duas sobrinhas adolescentes de Magalhães para um cativeiro, onde todos ficaram amarrados. Eles fugiram depois do roubo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.