Quadrilha mata taxista e acaba presa

Levado para um matagal na Estrada do Rio Pequeno, na divisa entre Ribeirão Pires e Santo André, na Grande São Paulo, o taxista Mauro Pereira da Cruz foi cruelmente executado por três jovens e uma mulher. Atingido por coronhadas de uma escopeta e enforcado logo em seguida, a vítima ainda pediu clemência, dizendo que necessitava cuidar de um pai de 70 anos, mas a ordem de execução partiu de Sandra Ramos Vertemate, ex-passageira de Mauro que, por ter sido reconhecida pelo taxista, mandou os comparsas o executarem.Além de Sandra, foram presos os demais executores do assassinato: dois menores, de 16 e 17 anos, e Willian Cirilo Dias. O quarteto só foi descoberto por policiais militares da 3ª Companhia do 19º Batalhão por volta das 10h desta terça-feira, após bater o veículo de Mauro, um Corsa branco, contra o muro de uma padaria, na Rua Bento Camargo, em São Mateus, na zona Leste da capital.Um dos menores, atordoado, não conseguiu descer do carro, mas a mulher e os demais comparsas ainda se esconderam no banheiro de uma escola municipal situada na mesma rua. Os policiais militares, ao verem o Corsa batido, foram informados por testemunhas que os demais ocupantes do veículo haviam invadido a escola. Detidos, os quatro bandidos começaram a relatar tudo o que havia ocorrido durante a madrugada, quando o taxista foi executado com requintes de crueldade.O Corsa havia sido encomendado à Sandra por dois receptadores, que acabaram presos no final da tarde desta terça, em um bar, próximo ao matagal onde estava o corpo de Mauro. José Carlos Pereira Dias e Romeu Pereira dos Santos foram levados ao 1º Distrito Policial de Santo André juntamente com o quarteto que matou o taxista. Os adolescentes serão encaminados à Febem; os demais foram autuados por roubo seguido de morte, formação de quadrilha e corrupção de menores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.