'Quando chove em Congonhas, estresse aumenta', diz controladora

Na CPI, os controladores negaram que a pista principal do aeroporto estava escorregadia

09 de agosto de 2007 | 11h11

Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados, os controladores relataram que sempre que chove na região do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, as operações no local ficam mais tensas. A afirmação foi feita pela controladora Ziloá Miranda Pereira, que trabalha há mais de 20 anos no controle do tráfego do aeroporto.   "O estresse sempre aumenta quando chove em Congonhas, temos as nuvens e as aeronaves têm que desviar. Quando o tempo está ruim, as aeronaves saem fora dos padrões normais. Quando a pista está molhada, a operação fica mais lenta. O avião demora mais para liberar a pista", afirmou a controladora, após a questionamento do deputado Ivan Valente (PSOL-SP).   Segundo o terceiro-sargento Celso Domingos Alves Júnior, responsável pelo contato com o avião no dia do acidente, a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) é comunicada sempre que se detecta a chuva e espera-se parecer sobre as condições de pouso na pista.   "Comunicamos ao administrador do aeroporto e esperamos parecer da Infraero sobre a pista quando está molhada. Paralisações da operação da pista são feitas pela empresa. Se recebemos um OK a gente continua. Não interpretamos a pista, mesmo se há relatos de pilotos sobre pista escorregadia. Transmitimos aos pilotos as informações que recebemos", afirmou.   No dia do acidente com o vôo 3054, os controladores negaram que a pista estava escorregadia.  A gravação dos 30 minutos do diálogo entre a torre e os pilotos, apresentadas nesta quinta-feira, 9, revela que piloto pergunta a torre se pista está escorregadia.  A controladora avisa que a chuva é leve e contínua e pista está molha, mas ainda não estava escorregadia.

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