Quarto envolvido na morte de Bernardo é acusado de homicídio

Justiça incluiu Evandro Wirganovicz entre os réus por homicídio após denúncia do MP; ele teria aberto a cova usada no crime

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

13 de junho de 2014 | 19h12

PORTO ALEGRE - A Justiça de Três Passos incluiu o motorista Evandro Wirganovicz entre os réus acusados de homicídio triplamente qualificado do menino Bernardo Boldrini nesta sexta-feira, 13, acolhendo aditamento à denúncia inicial recebida do Ministério Público na quinta-feira, 12. O entendimento é que o motorista concorreu material e moralmente para a prática do delito porque abriu o buraco dois dias antes do crime sabendo que lá seria enterrado o corpo de Bernardo. 

A motivação, acreditam a Polícia e o Ministério Público, foi ajudar a irmã, Edelvânia Wirganovicz, a receber da amiga Graciele R$ 6 mil e a promessa de auxilio financeiro para pagamento de um imóvel em troca da participação na execução do plano de matar o garoto. O médico Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e a assistente social Edelvânia Wirganovicz estão presos preventivamente. Também, a pedido do Ministério Público, a Justiça converteu a prisão temporária de Evandro, que venceria nesta sexta-feira, em prisão preventiva, que tem prazo indeterminado.

Morador de Três Passos, o garoto de 11 anos foi assassinado no dia 4 de abril e enterrado em um matagal nos arredores de Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de casa. Depois da investigação policial e da denúncia do Ministério Público, a Justiça abriu processo por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver contra o pai do menino, a madrasta e a assistente social. Leandro responde também por falsidade ideológica. E Evandro, que era réu somente por ocultação de cadáver, passa a responder também pelo homicídio.  

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