Quase 1 ano depois, avião segue sumido

Buscas por aeronave de empresário nos litorais de RJ e SP levaram 1 mês

Simone Menocchi, SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, O Estadao de S.Paulo

16 de janeiro de 2009 | 00h00

Nas unidades da Avibrás, em Jacareí e São José dos Campos, no Vale do Paraíba, não há um dia que algum funcionário não se emocione ao se lembrar do fundador e presidente da empresa, João Verdi Carvalho Leite. "Sempre o consideramos imortal, e para nós, ele é mesmo, porque até hoje ninguém sabe o que aconteceu", diz uma funcionária, que pediu para não se identificar. No dia 23 faz um ano que a aeronave em que estava o empresário desapareceu na Serra do Mar. Ele estava acompanhado da mulher, Sonia Verdi, quando saiu de Angra dos Reis, no litoral do Rio, em direção a São Jose dos Campos, pilotando o próprio helicóptero. Na época, a Força Aérea Brasileira, por meio da unidade de resgate Salvaero, vasculhou toda a Serra do Mar em busca de alguma pista. Foram 30 dias de procura, percorrendo 100% da área definida para a operação - a área foi delimitada com base na autonomia da aeronave desaparecida, um EC Colibri, prefixo PP-MJV. Foram sobrevoadas 3,6 mil milhas náuticas entre Angra dos Reis e o litoral norte paulista. Após esse período, as buscas foram interrompidas. Na noite em que o helicóptero desapareceu, os moradores dos bairros de Massaguaçu, em Caraguatatuba, e de Maranduba, em Ubatuba, ambas no litoral norte, ouviram barulho de helicóptero e chegaram a ver a aeronave entre as montanhas. Os funcionários ainda têm esperança de encontrar, pelo menos a aeronave. "Sempre quando há algum sinal, alguma pista, ele é investigado por nós mesmos, com a ajuda de especialistas", diz a funcionária, que trabalhou por quase duas décadas com João Verdi. Desde o desaparecimento, houve inúmeros contatos de pessoas revelando pistas sobre o acidente. Muitas foram checadas pelas equipes e pessoas próximas, mas em nenhuma delas houve êxito na localização da aeronave. Um grupo de seguranças da Avibrás chegou a acompanhar as buscas por terra na Serra do Mar. A policia civil e a própria Força Aérea Brasileira (FAB) suspenderam o caso e anunciaram que só vão retomar as buscas em caso de novas provas concretas.

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