Quase 1 milhão saúdam 2007 na Paulista; cariocas lotam praias no Réveillon

O réveillon em São Paulo é comemorado nesta noite de domingo por aproximadamente um milhão de pessoas na Avenida Paulista. O evento que chega à sua 10ª edição promete agitação do local até às 2h30 da segunda-feira, dia 1º de janeiro, hora em que deve ocorrer o último bis. Minutos antes da queima de fogos, a cantora Rita Lee animava a multidão. E, segundo a Guarda Civil Metropolitana (GCM) a festa seguia tranqüila, sem registro de incidentes.Seis viaturas da guarda e cem homens acompanham o evento. No Metrô, também estava calma a circulação. A aparente tranqüilidade seria em razão da forte chuva que atingiu a cidade no começo da noite deste domingo. O público do réveillon de Copacabana está bem menor este ano. A Riotur, empresa da prefeitura que organiza a festa, esperava 2 milhões de pessoas, mas mudou a previsão para 1,5 milhão. Com isso, está mais fácil circular pela praia, mas quem reclama são os ambulantes que estão vendendo bem menos que esperavam."A esta hora eu já tinha acabado com metade da mercadoria e voltava para casa a 1 da manhã sem nada ... Este ano se eu vender a metade vai ser muito bom", disse a ambulante Lucinéia dos Santos diante de uma barraca cheia de cocadas, pés-de-moleque e doces de abóbora. Em compensação, seis transatlânticos estão parados em frente a Copacabana para ver espetáculos de fogos de artifício. Agora pouco a orquestra Cuba Livre, de Chiquinho Araujo, filho de Severino Araujo, o maestro da Orquestra Tabajara, começou a tocar seu repertório de sambas e rumbas e, apesar da chuva fina, parecendo uma garoa paulista, várias pessoas dançam no asfalto e na areia. Se Copacabana tem menos gente do que o esperado, em Ipanema, com seus dois palcos armados para shows, o público calculado pelos organizadores das duas festas já superou as 500 mil pessoas esperadas.Fogos de artifício As oito balsas com os fogos de artifício começaram a chegar a Copacabana de manhã. A previsão da Riotur é que a queima de fogos dure entre 16 e 20 minutos.Segundo Bruno Mattos, elas ficam a 400 metros da areia e são todas fabricadas com material impermeável, o que evita acidentes como em 2001, quando a chuva prejudicou o estouro das bombas colocadas na areia, um homem foi atingido por um estilhaço de fogos de artifício e morreu. "Este acidente não ocorrerá mais", prometeu Mattos. Foram instalados na praia de Copacabana 15 postos de atendimento médico. A segurança do evento será feita por 2 mil soldados PM e 700 da Guarda Municipal.

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