Quase 40% dos voos internacionais são cancelados nos aeroportos brasileiros

Alto índice de cancelamentos é por conta das nuvens de cinzas vulcânicas vindas do Chile

Priscila Trindade, Felipe Werneck e Pedro Dantas, estadão.com.br

10 de junho de 2011 | 11h19

SÃO PAULO - A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que dos 58 voos internacionais previstos para ocorrer até as 10 horas desta sexta-feira, 10, 22 (37.9%) foram cancelados e quatro (6.9%) registraram atrasos.

 

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O principal motivo para os problemas é a presença de nuvens vulcânicas em boa parte do céu do Estado do Rio Grande do Sul, causadas pela erupção do Puyehue, no sábado, 4. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a camada aparecia concentrada nesta manhã, entre 7 mil e 10 mil metros de altitude. A área com ocorrência de nuvens diminuiu, depois de chegar a cerca de 70% do território do Estado durante a madrugada.

 

A camada continua se deslocando para cima e chegou a Florianópolis, em Santa Catarina. Se mantidas as atuais condições meteorológicas, a tendência é que nuvens sigam para o Oceano Atlântico. O monitoramento das nuvens é feito pelo Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), que coordena que as aeronaves voem acima ou abaixo da camada.

 

Entre os aeroportos com maior índice de atrasos e cancelamentos está o de Guarulhos, na Grande São Paulo, onde oito dos 28 voos programados foram cancelados e um atrasou. Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, as três partidas internacionais previstas foram canceladas, assim como em Florianópolis, que teve a única decolagem cancelada. No Galeão, no Rio de Janeiro, metade das 14 partidas foram canceladas e uma decolou com atraso. Segundo a FAB, o Aeroporto de Curitiba opera apenas para decolagens em decorrência da meteorologia.

 

A companhia aérea GOL informou nesta manhã que restabeleceu suas operações em Florianópolis, Navegantes e Joinville, em Santa Catarina, onde pode realizar decolagens dentro de seu padrão de segurança.

 

Apesar disso, os voos de e para Porto Alegre, Caxias do Sul e Chapecó, no Brasil, e Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai) permanecem cancelados, devido ao avanço das cinzas do vulcão chileno sobre o espaço aéreo dessas regiões.

 

A TAM cancelou seus voos para Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a partir das 21 horas de quinta-feira até as 10 horas desta sexta. A companhia também continua com seus voos suspensos para os aeroportos de Buenos Aires e Montevidéu, no Uruguai, pelo menos até as 12 horas. Essas medidas são necessárias para garantir a segurança de clientes e tripulantes.

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