Quatro adolescentes são internados com suspeita de envenenamento em Curitiba

Jovens apresentavam sintomas clássicos de envenenamento; apenas o mais novo pode ter alta ainda hoje

Gheisa Lessa e Evandro Fadel - estadão.com.br, texto atualizado às 15h18

13 Março 2012 | 12h32

CURITIBA - Quatro adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, foram internados na noite de segunda-feira, 12, em Curitiba, Paraná, depois de comerem bombons, provavelmente envenenados com veneno contra rato. Os doces foram enviados para a casa de um dos jovens.

Duas adolescentes que estavam em situação mais grave foram internadas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Clínicas, onde eram mantidas juntamente com um menino. O outro, que tinha situação menos grave, ficou em unidade de saúde da prefeitura. A Delegacia de Homicídios trabalha com a hipótese de tentativa de homicídio. Segundo a Secretaria da Saúde, apenas o mais novo, o menino de 14 anos, pode receber alta ainda hoje pois apresenta o quadro mais estável.

Uma das adolescentes, filha de um policial militar, completará 15 anos no próximo mês e, preparando-se para a festa, fez contato com algumas confeitarias para receber amostras. Na tarde de segunda, um taxista chegou a sua casa no bairro Uberaba e entregou uma caixa com dez brigadeiros onde estava escrito: "Debutante, se você ainda não fechou os doces para sua festa segue amostra." O nome da confeitaria e o telefone que constam da caixa aparentemente são fictícios.

A adolescente comeu quatro doces e dividiu os outros com uma amiga e dois meninos. Cerca de uma hora depois, as duas meninas começaram a passar mal. Os meninos sentiram os efeitos um pouco mais tarde. "Ele começou a vomitar, ficar com tontura, suor e já foi caindo", disse Osmar da Silva, pai de um dos adolescentes. Segundo a polícia, os médicos informaram preliminarmente que os sintomas levam a crer que se trata de veneno de rato, o popular chumbinho. O diagnóstico será confirmado após a realização de exames específicos.

O delegado disse acreditar que o taxista tenha agido de boa fé. "Pela descrição das pessoas que estavam próximas, provavelmente essa pessoa somente foi levar uma encomenda entregue por terceiros", afirmou. Ele não tinha se apresentado à polícia até o início da tarde desta terça-feira, 13. Familiares dos adolescentes serão ouvidos.

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