Quatro ex-PMs são condenados por morte de jovens em 2003

Todos pegaram pena maior de 65 anos de prisão pelo assassinato de quatro jovens na Baixada Fluminense

Talita Figueiredo, O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2008 | 14h38

Quatro ex-policiais militares acusados de capturar, torturar e matar com tiros de fuzil quatro jovens em São João de Meriti, Baixada Fluminense, em dezembro de 2003, foram condenados nesta quinta-feira, 20, a penas que variam de 67 a 68 anos de prisão pelo juiz a 4.ª Vara Criminal de Duque de Caxias. Os irmãos Rafael Medina e Renan, de 18 anos e 13 anos, o primo deles, Bruno Muniz Paulino e o cabo do Exército Geraldo de Azevedo Júnior, de 21 anos, foram agredidos quando saíam da boate Via Show, onde estiveram para comemorar o aniversário de Rafael.   Depois de ser adiado sete vezes, o julgamento começou na tarde de terça e terminou por volta das 2 horas desta madrugada. Na sentença, o juiz Paulo Roberto Maximiliano considerou "reprovável" a conduta dos policiais militares e disse que "suas personalidades são deformadas e voltadas para o crime com requintes de violência contra seus semelhantes, os quais deveriam proteger".   Segundo a investigação policial, o cabo teria se aproximado do carro onde estavam os PMs para urinar e teria sido confundido com um criminoso. Quando os três outros jovens foram procurar pelo amigo, os PMs os capturaram, os agrediram e obrigaram que eles entraram no carro dos policiais. Depois de espancados e mortos, os corpos dos quatro jovens foram deixados dentro de um poço em Imbariê, Duque de Caxias, município vizinho a São João de Meriti.   Os ex- PMs Fábio Guimarães Vasconcelos, Paulo César da Conceição, Eduardo Neves Santos foram condenados a 68 anos e quatro meses de prisão, já Henrique Vitor de Oliveira Vieira, que havia sido condenado em um julgamento anterior a 25 anos de prisão e recorreu da sentença, desta vez foi condenado a 67 anos.   Atualizado às 19h45

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