Quatro horas de tensão em rebelião no Rio Grande do Sul

Uma rebelião de 17 jovens internos manteve em clima de tensão durante quatro horas, na tarde desta quarta-feira, a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase), na Vila Cruzeiro, em Porto Alegre. A instituição é sucessora da Febem no Rio Grande do Sul.Armados de cacos de vidro, barras de ferro e objetos pontiaguados, os amotinados tomaram cinco monitores como reféns e passaram a exigir a presença de organizações de defesa dos direitos humanos e da imprensa para acabar com a rebelião.Embora não tenham sido muito claros na pauta de reivindicações, os jovens, com idades entre 18 e 21 anos, reclamaram do atraso nos processos de sua liberação e de não receber tratamento externo. A revolta começou pouco depois das 12 horas e terminou quando os amotinados, em negociação com o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Brigada Militar, aceitaram receber seus familiares no lugar dos reféns, que passaram a liberar.Apenas um dos cinco monitores sofreu ferimentos leves durante a rebelião, na qual os jovens chegaram a atear fogo aos colchões e quebraram vidros do prédio. Ao final do dia, a diretora da Fase, Ana Paula Costa, disse que os jovens terão de limpar o local, em trabalho que será feito em duplas, e não serão liberados porque não estão em condições de conviver com a sociedade.

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