Quatro integrantes do PCC presos em Sorocaba

Quatro integrantes da organização criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presos no fim da tarde de hoje, quando se preparavam para resgatar um condenado, internado no Hospital Regional de Sorocaba. O alvo do grupo, Carlos Aparecido Pacheco, o "Caó", de 38 anos, pode ter ligação com os seqüestradores do empresário Roberto Benito Júnior, de Salto. O bando ocupava quatro veículos, um Uno placas CZJ-4090, de Americana, um Monza placas BNY-0528, de Campinas, ambos de cor preta, um Tempra e um Gol de cor cinza cujas placas não foram anotadas. Policiais militares receberam informações anônimas sobre a movimentação de um grupo de homens nas proximidades do hospital e foram averigüar. Como haviam informações de que o PCC realizaria ações na cidade, o comando da PM deslocou também o pelotão de cavalaria para o local. Os policiais cercaram os dois primeiros veículos, que era ocupados por sete homens. Três deles conseguiram romper o cerco. Os outros carros também fugiram com seus ocupantes. Com Milton Francisco Santana, de 39 anos, de Sorocaba, os policiais encontraram uma pistola semi-automática PT-380, com dois pentes carregados. Também foram detidos André Luis Takahara, 20 anos, Michael Júnior Dalapria, 19 anos, e o menor R.F.S., de 17 anos, todos de Campinas. Eles contaram aos policiais que pretendiam resgatar o "Caó", que dera entrada no hospital, na sexta-feira, com o nome falso de Renato Catuzi de Oliveira. "Caó" estava sob escolta, pois é foragido da Penitenciária Estadual de Franco da Rocha, onde cumpria pena por homicídio e assalto. A polícia suspeita de sua participação no ataque a Rubens Cardoso dos Santos, de 36 anos, e Lilian Egea Loureiro, de 22, ocorrido na madrugada de terça-feira na Rodovia Senador José Ermírio de Moraes. O carro ocupado pelo casal foi alvejado com mais de dez tiros. Rubens e Lílian foram atingidos e ela morreu. Policiais apuram também uma possível participação de "Caó" no seqüestro do empresário de Salto, pois existem indícios de que a ação foi planejada por integrantes do PCC.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.