Quatro policiais serão acusados pela morte de brasileiro na Austrália

Roberto Laudisio Curti foi morto em março de 2012, aos 21 anos, depois de receber diversos disparos de taser em uma perseguição

O Estado de S. Paulo

13 Dezembro 2013 | 10h23

SÃO PAULO - Quatro policiais australianos serão acusados pela morte do estudante brasileiro Roberto Laudisio Curti, morto aos 21 anos após receber diversos disparos de armas de choque ao ser detido em Sidney, em março de 2012.

O jovem morreu depois que policiais de New South Wales atiraram mais de 14 vezes contra ele com tasers - pistolas de eletrochoque. A polícia também usou spray de pimenta, algemas e cassetete contra o brasileiro, após persegui-lo a pé pelo centro da cidade.

A porta-voz da corregedoria da polícia, Pru Sheaves, afirmou nesta sexta-feira, 13, que os policiais podem pegar penas que vão de dois anos a sete anos de prisão.

De acordo com a corregedoria da polícia, o promotor do caso afirmou haver evidências suficientes para comprovar as acusações.

O caso. O estudante brasileiro foi morto, às 5h30 do dia 18 de março de 2012, no centro de Sydney, após uma perseguição policial. O brasileiro estaria fugindo depois de furtar um pacote de biscoitos em uma loja de conveniência 30 minutos antes, como mostram imagens do circuito interno do estabelecimento.

Os policiais conseguiram cercar e derrubar o jovem na frente de um café na Pitt Street. Na sequência, o acertaram com a série de eletrochoques.

Exames toxicológicos mostraram posteriormente que Curti estava sob efeito de ácido lisérgico (LSD). COM AP E EFE

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