Quatro são presos acusados de armar PCC

Grupo também fabricaria metralhadoras artesanais em Sapopemba

Josmar Jozino, O Estadao de S.Paulo

10 de janeiro de 2009 | 00h00

A Polícia Federal prendeu quatro pessoas acusadas de comprar, vender, fabricar e distribuir armas para integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Os agentes apreenderam 62 armas, entre fuzis, metralhadoras, pistolas e revólveres, além de 15 mil projéteis. Segundo o delegado Fábio Simões, da Delegacia de Combate ao Tráfico de Armas da PF em São Paulo, os acusados eram investigados havia seis meses. Simões disse que as prisões aconteceram na capital e Grande São Paulo. Ele acrescentou que a fábrica onde metralhadoras e pistolas eram feitas de forma artesanal funcionava na região de Sapopemba, zona leste.A Polícia Federal batizou a operação de Visconde, pois um dos acusados é parecido com o personagem Visconde de Sabugosa, do Sítio do Picapau Amarelo. Na quarta-feira foram presos J.R.S., 59 anos, e M.C.D.V., 36 anos. O primeiro é apontado pela PF como líder do grupo. Ele respondeu a processos por receptação e porte ilegal de arma e estava com a prisão decretada por não pagar pensão alimentícia. Os nomes não foram divulgados porque o processo corre em segredo de Justiça.Ainda de acordo com o delegado Simões, o líder do grupo era responsável pela compra de armas no Paraguai. Ele é acusado também de coordenar a fabricação e a distribuição do arsenal para o PCC.Entre as armas apreendidas com ele e M.C.D.V. estão duas submetralhadoras calibre 45. Elas foram feitas na fábrica de Sapopemba. Simões acrescentou que esse armamento foi usado em roubos a bancos. Também foram encontrados com os acusados uma pistola ponto 40, de numeração raspada, furtada da Polícia Militar, além de dezenas de revólveres e peças para fabricação de armas, cheques e telefones celulares.Na quinta-feira, foi presa M.A., de 59 anos. Ontem, os federais prenderam G.R., de 60 anos, dono de uma loja de armas na Vila Mariana, zona sul. Ele cuidaria da legalização e da venda do armamento comprado irregularmente no Paraguai. Simões disse que a quadrilha distribuía as armas para o PCC, mas não revelou nomes.

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