Quatro vítimas de incêndio em Florianópolis estão na UTI

Um dia depois do incêndio que destruiu o supermercado Rosa na praia dos Ingleses, em Florianópolis, os moradores continuam estarrecidos, sem saber o que levaria alguém a provocar um incêndio e se matar nele. Leandro Pacífico de Souza, 19 anos, que trabalhava como repositor de mercadoria e que estava de folga na quinta-feira, invadiu o estabelecimento de arma em punho e começou a atear fogo na seção de produtos de limpeza, onde álcool, cera e outras substâncias inflamáveis não demoraram a formar uma mistura fatal. Nesta sexta-feira, 26, 13 pessoas ainda continuam hospitalizadas, sendo quatro em estado grave em Unidades de Tratamento Intensivo, com lesões nas vias aéreas superiores provocadas por inalação de fumaça. A explosão foi imediata. No fim da tarde, a tragédia contabilizava 35 pessoas feridas e uma morta, o próprio Leandro. À 1h30 da madrugada, os bombeiros encontraram mais um corpo carbonizado: o de Renato Manoel da Silva, 32 anos, funcionário do setor de panificação. Antes de morrer, Renato havia ajudado a salvar várias pessoas, orientando-as a descer pela tubulação externa. Quando seria sua vez de descer, ele preferiu voltar para o interior da loja para tentar abrir uma saída, e não voltou mais. Sob o impacto da tragédia, familiares e amigos afirmam que Leandro era um rapaz normal, tranqüilo, cumpridor de seus compromissos e sem envolvimento com drogas nem complicações com a polícia. Já havia concluído o nível médio e tinha vontade de fazer uma faculdade. Mas outros comentários se espalham: colegas de trabalho falam de um suposto desentendimento entre Leandro e um dos gerentes. Fala-se também que o rapaz teria cometido um furto na loja, e que teria sido avisado da demissão.

Agencia Estado,

27 Abril 2007 | 22h19

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