Quebra de silêncio de júri que absolveu vidente é investigada

A presidente do Tribunal de Justiça do Pará, Maria de Nazareth Brabo de Souza, anunciou nesta terça-feira a abertura de um inquérito para apurar a quebra de incomunicabilidade dos jurados que absolveram a vidente Valentina de Andrade da acusação de autoria intelectual nas castrações e mortes de cinco crianças de Altamira.O chefe da Divisão de Serviços Gerais do TJ, Gilberto Nobre Pontes, que autorizou a instalação de telefones nos quartos dos sete jurados, é quem está em situação mais difícil. Usando o nome do juiz Ronaldo Valle, que presidiu o júri, Pontes disse ao próprio juiz que agiu de maneira indevida. O delegado Valdir Freire, responsável pelas investigações, intimou Pontes a prestar declarações na polícia, mas ele não apareceu. Pontes disse à imprensa que foi um oficial de Justiça, de prenome Elmiro, quem lhe teria transmitido a ordem de Valle para instalar os telefones. "Em nenhum momento eu dei qualquer autorização", afirmou o juiz.Os jurados só ficaram incomunicáveis no primeiro dia do júri. Ao todo, os jurados fizeram mais de duzentas ligações telefônicas nos 17 dias de julgamento. Foram telefonemas para parentes e amigos, mas a polícia também investiga outras ligações para pessoas estranhas.

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