Queda de avião mata sobrinho-neto do empresário Antônio Ermírio de Moraes

Cinco pessoas morreram com a queda do bimotor na zona rural de Cândido Mota, na região de Assis, interior de São Paulo

Chico Siqueira, Especial para o Estado

04 Fevereiro 2013 | 10h54

ARAÇATUBA - Cinco pessoas morreram na noite de domingo, 3, com a queda de um avião bimotor na zona rural de Cândido Mota, na região de Assis, no interior de São Paulo. Entre os mortos está José Eduardo Ermírio de Moraes, de 29 anos, sobrinho-neto do empresário Antônio Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim. Ele estava acompanhado da noiva, Letícia Piveta Assunção, 29 anos, com quem se casaria em junho. No aparelho também estava a mãe de Letícia, Elizete Piveta, 48 anos, mulher do fazendeiro Benjamin Piveta. A família era de Maringá. O piloto do aparelho, Luís Rodrigues Marcondes, de 58 anos, e outra passageira, Luciana Aguiar da Costa e Souza, também morreram na queda.

O aparelho, um King-Air modelo C90B, de prefixo PP-AJV, levantou voo em Maringá (PR), mas por volta 20h30 teria apresentado problemas, caindo numa plantação se soja da fazenda Três Marias, no bairro Rural de Água do Miranda. A propriedade é do vice-prefeito de Cândido Mota, Luiz Antônio Bonini de Paiva. Não se sabe as causas da queda, mas uma testemunha, Eraldo José Pereira, disse ter visto o aparelho "rodopiar" no ar antes de cair. 

Moradores da região disseram que o avião deu várias voltas antes de cair. Bombeiros disseram que havia forte odor de combustível nas proximidades do aparelho, indicando que o piloto tentou esvaziar o tanque antes de cair.

O soldado Alexandre Alves, da Polícia Militar, informou que a PM está preservando o local à espera de técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que chegarão para investigar as possíveis causas da queda.

O resgate dos corpos terminou por volta das 3 horas da madrugada. Houve dificuldade para se chegar ao local, a 3 km de rodovia, por causa do barro e foi necessário o uso de tratores. Segundo a PM, os corpos estão no Instituto Médico Legal (IML) de Assis. Em seguida serão removidos para Maringá e São Paulo.

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