Benedito Braga/Jornal Hoje/AE
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Queda de helicóptero mata acusado de chacina em Goiás

Acidente em Goiás deixa 8 mortos; também estavam a bordo delegados e peritos

Rubens Santos - Especial para o Estado de S. Paulo,

08 de maio de 2012 | 18h21

Texto atualizado às 22h07.

GOIÂNIA - O esforço da Polícia Civil de Goiás para desvendar a chacina de Doverlândia acabou em tragédia. O helicóptero que participava da segunda reconstituição do crime, ocorrido há 11 dias, caiu e matou todos os oito ocupantes, incluindo o principal suspeito dos homicídios em série.

Entre os mortos estão Aparecido de Souza Alves, acusado de matar sete pessoas numa fazenda, os delegados Antônio Gonçalves Pereira dos Santos e Bruno Rosa Carneiro, Osvalmir Carrasco Melati Júnior, piloto da aeronave, Jorge Moreira da Silva, delegado Titular da Delegacia Estadual de Repressão a Roubos de Cargas, Vinícius Batista da Silva, delegado de Iporá e os peritos Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva.

O helicóptero Koala AW 119K (prefixo PP-CGO), fabricado pela empresa americana Augusta Westland, caiu por volta das 16h30, no interior de uma fazenda de Piranhas, a 325 quilômetros de Goiânia. Testemunhas disseram ter visto o aparelho girando sobre o próprio eixo, antes de cair. O delegado Diogo Rincon, de Piranhas, informou que quando chegou ainda saía fumaça do helicóptero.

O secretário de Segurança Pública do Estado, João Furtado, informou que a aeronave passou por revisão recente e foi liberada nesta terça. As autoridades ainda desconhecem as causas do acidente. Especula-se, no entanto, que uma pane levou a uma tentativa de pouso forçado.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o local do acidente de helicóptero fica próximo da Fazenda Indaiá, em Piranhas, em uma área de difícil acesso para a chegada do resgate. A aeronave estaria dentro de uma "grota" cercada por árvores.

Reconstituição. Entre os principais personagens do caso de Doverlândia, só a delegada Adriana Accorsi, que lidera as investigações sobre a chacina, não estava a bordo. Ela desistiu da viagem. Mesmo assim, sua equipe foi para a Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Doverlândia, pela manhã. No momento do acidente, o grupo voltava para Goiânia.

A chacina aconteceu no dia 28 de abril. No crime foram degolados Lázaro de Oliveira Costa, de 57 anos, dono da fazenda e ex-presidente do Sindicato Rural de Doverlândia; Leopoldo Rocha Costa, de 22, filho do fazendeiro; Heli Francisco da Silva, de 44, vaqueiro da fazenda; Joaquim Manoel Carneiro, de 61 anos, amigo de Lázaro; Miraci Alves de Oliveira, de 65, mulher de Joaquim; Adriano Alves Carneiro, de 24, filho do casal; e Tâmis Marques Mendes da Silva, de 24 anos, noiva de Adriano.

Comparsas. Após o crime, Aparecido Alves confessou à polícia a execução das vítimas, o corte no pescoço e o estupro da jovem Tâmis. No entanto, deu versões diferentes - e conflitantes - sobre a motivação e para a polícia não estava claro se ele teve o auxílio de um ou mais comparsas.

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