Queda de marquise que matou dois ocorreu por falha no projeto

A queda da marquise de um anfiteatro da Universidade Estadual de Londrina, dia 12, que matou duas pessoas e feriu 17, foi provocada por falha de projeto e de manutenção, concluiu o perito Luís Noburo, do Instituto de Criminalística de Londrina. A conclusão do perito não é oficial - o laudo definitivo está previsto para ser concluído na segunda quinzena de março. Os peritos estão examinando agora a fundação do pilar que sustentava a marquise. "A marquise estava condenada", afirmou Noburo, segundo quem uma calha prevista no projeto de águas pluviais não constou do projeto estrutural e, assim, não foi providenciada. A ausência da grelha dificultou o escoamento da água, que se infiltrou na estrutura, comprometendo-a. O prédio foi construído há sete anos. Segundo Noburu, apesar do acúmulo da água, a marquise, de 16 toneladas, estava estruturada para suportar até 2 toneladas de peso sobressalente. "A marquise estava condenada, mas a olho nu não dava para ver", ressaltou o perito, segundo quem se a estrutura tivesse sido vistoriada criteriosamente, o acidente poderia ter sido evitado. Seis pessoas feridas pela queda da marquise ainda continuam internadas. Duas estão em Londrina e quatro foram transferidas para hospitais de Ribeirão Preto, Araraquara (SP) e Curitiba. Entre os feridos estão João Paulo Basso Alves e Claire Clara Borges Jézéquel, ambos estudantes da Universidade Estadual de são Paulo em Ribeirão Preto, que tiveram uma das pernas amputada. A bióloga Amanda Lucas Gimeno, de Ribeirão Preto, e o estudante João César Eugênio Boscoli Rios, de Araxá (MG), morreram em conseqüência do acidente.

Agencia Estado,

21 Fevereiro 2006 | 20h27

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