Queda de ponte fere 2 no ES; no Rio, 2 soterrados

Mulher e criança morrem em casa em Petrópolis

Clarissa Thomé e Pedro Dantas, O Estadao de S.Paulo

20 de janeiro de 2009 | 00h00

Duas pessoas morreram e três ficaram feridas no desabamento de três casas no bairro Quitandinha, em Petrópolis, na região serrana do Rio. A cidade tem sido atingida pelas chuvas nos últimos dias, mas na manhã de ontem houve um temporal, que provocou o deslizamento de uma barreira na Rua Minas Gerais. No Espírito Santo, uma pessoa está desaparecida e duas levemente feridas na queda de uma ponte em Linhares.Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil trabalharam para resgatar as vítimas do desabamento em Petrópolis - pelo menos oito pessoas ficaram soterradas. As três casas eram da mesma família e os moradores também ajudaram no socorro. Em uma das residências, Maria Cristina Ramos, de 43 anos, e a filha dela, Vitória Ramos, de 9 anos, morreram. Três crianças foram levadas para hospitais da região. Em Nova Friburgo, também na Região Serrana, uma casa foi soterrada, mas ninguém se feriu.Em Linhares, parte da ponte sobre o Rio Doce desabou por volta das 6h45. De acordo com o Corpo de Bombeiros, pessoas que caminhavam pela Ponte Getúlio Vargas ouviram um forte estrondo e viram o desabamento de 300 metros da estrutura.Apesar de interditada a veículos e pedestres, a via era usada para práticas esportivas. Testemunhas disseram que cinco pessoas caíram. "A causa do desabamento ainda será apurada, mas percebemos que o rio está com o volume d?água acima do normal. Isso pode ter abalado a estrutura da ponte", afirmou o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros de Linhares, Mauro Pedreira.Ontem, os mergulhadores fizeram buscas, mas até o início da noite nenhum corpo foi encontrado. A corporação informou que apenas a família da manicure Devanir Farias de Souza, de 43 anos, procurou as autoridades para noticiar seu desaparecimento. Entre os feridos, Marcinete de Souza, de 24 anos, conseguiu se segurar em um dos pilares da ponte e foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros. Marcinete sofreu arranhões leves. A professora Joventina Moreira, de 46 anos, sofreu um estiramento na panturrilha ao correr para escapar do desabamento. Ela afirmou que viu sobre a ponte na hora do acidente uma mulher com o filho e dois cachorros, além de um adolescente.Inaugurada em 1954, a ponte foi interditada 37 anos depois. Os esportistas nunca respeitaram o bloqueio. O prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PMDB), e o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Élio Bahia, trocaram acusações sobre a responsabilidade de fiscalizar a interdição.

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