Queda do ICMS não atinge Rodoanel, diz secretário

O secretário estadual dos Transportes, Michael Zeitlin, descartou hoje a possibilidade de o andamento das obras do Rodoanel ser prejudicado pela queda estimada na arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no Estado de São Paulo. Recentemente, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou que, ao invés de enxugar o quadro de pessoal, o governo estadual poderia reduzir o ritmo das obras para compensar as perdas de arrecadação previstas."Não recebi instrução para retardar o que já está andando. A orientação recebida foi de só diminuir o ritmo de eventuais editais novos", declarou Zeitlin. Segundo ele, em 10 dias deve ser assinado um acréscimo no valor do contrato negociado entre a secretaria e os empreiteiros para o Rodoanel. O secretário, porém, preferiu não revelar o montante em questão e garantiu que a obra não vai ficar muito mais cara do que o previsto. "Diria até que, em relação ao orçamento original, vai ficar mais barata."Zeitlin sustentou que uma complementação de verba por parte do governo federal para a obra rodoviária seria bem-vinda. "Já estivemos no Ministério dos Transportes e do Planejamento para informar nossos parceiros (governo federal) sobre o ritmo das obras. E gostaríamos muito que houvesse ajuda financeira ainda este ano, mas eu não controlo a Argentina, o apagão e uma série de coisas que afetam uma obra deste tamanho", destacou.O secretário manteve a promessa de entregar o trecho oeste dentro do prazo. "A ligação entre a Raimundo Pereira de Magalhães, Bandeirantes e Anhanguera, e o trecho Raposo Tavares-Régis Bittencourt saem ainda este ano. O resto do trecho completamos no ano que vem", informou ao deixar o Palácio dos Bandeirantes, onde esteve reunido com Alckmin.

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