Queda no tráfego aéreo executivo desacelera, diz Iata

A queda no número de passageiros que viajam a negócios e na primeira classe, os setores mais lucrativos para as companhias aéreas, está mostrando sinais de estabilização, informou a associação internacional Iata, nesta terça-feira.

JONATHAN LYNN, REUTERS

18 Agosto 2009 | 10h23

Números da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) fornecem mais indicações de que a crise econômica está ficando para trás, mas oferecem pouco alívio para companhias atingidas pelos cortes de custos de passageiros executivos.

"Os números de passageiros em junho estão agora indicando alguma estabilização na demanda. Notadamente, o declínio apresentou moderação tanto nas classes premium quanto econômica em junho", afirmou a Iata em relatório mensal.

Desde março, os números da classe econômica têm mostrado sinais de terem atingido o fundo do poço, mas até junho isso parecia estar acontecendo principalmente por causa de executivos trocando para assentos mais baratos.

A Iata informou que o número total de passageiros em junho foi 7,1 por cento menor que um ano antes, ante uma queda de 9,2 por cento em maio.

"Ajustando para flutuações sazonais, os números de passageiros ficaram estáveis em grande parte em junho contra os níveis de maio", informa a entidade.

As reservas para a classe econômica foram 5,5 por cento menores em junho que um ano antes ante uma queda de 7,6 por cento em maio. Enquanto isso, a queda no número de viajantes de classes premium desacelerou para 21,3 por cento em junho contra recuo de 23,6 por cento em maio, segundo a Iata.

Uma pesquisa da entidade no mês passado mostrou que muitas companhias aéreas não esperam uma recuperação até início de 2011.

Para combater a mudança na preferência dos viajantes para assentos mais econômicos, muitas companhias tem oferecido descontos sobre bilhetes premium para manter clientes da classe executiva na frente de seus aviões.

"A questão agora é que a estabilização dos números de passageiros está sendo obtida parcialmente devido a yields muito menores, uma vez que as empresas buscam ampliar o fluxo de caixa tornando disponíveis mais assentos mais baratos", disse a Iata.

As receitas geradas por passagens de classes premium caíram a uma taxa próxima de 40 por cento em junho, segundo a Iata, que representa 230 companhias aéreas.

Os passageiros dessas classes normalmente representam 7 a 10 por cento do volume, mas 25 a 30 por cento das receitas.

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