Quem critica não viu autos, diz procurador

ENTREVISTA

Leandro Colon, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2011 | 00h00

Celso Leal, Procurador da República no Amapá

Qual o balanço da operação?

A operação, de maneira geral, foi positiva. Todos os objetivos foram alcançados. Foi interessante expor o esquema dentro do ministério, a Controladoria-Geral da União está apurando. Apesar de terem sido soltos, os servidores estão afastados.

Qual sua opinião sobre as críticas à operação? O governo tem dito que algumas prisões foram excessivas. Houve excesso?

Não acho que houve excesso. Todos os que foram presos, de uma maneira ou de outra, tinham envolvimento com a fraude. Então, como é uma prisão cautelar, a função foi cautelar, com o objetivo de afastar essas pessoas do ministério para que as investigações fossem concluídas. De antemão, por se tratar de prisão cautelar, todos os objetivos foram cumpridos.

Mas o que sr. pensa dessas críticas? Há setores dentro do governo que falam em operação "atabalhoada"...

É interessante que as críticas partem de pessoas que não têm conhecimento, não têm acesso aos autos. A decisão da Polícia Federal foi num sentido, o parecer do Ministério Público também, assim como a Justiça. Três órgãos independentes com decisões no mesmo sentido. Em relação a uso de algemas, a PF já deu justificativas plausíveis em relação a normas de segurança.

O que o sr. achou da divulgação das fotos dos presos sendo identificados na penitenciária?

Causa um mal-estar. É divulgação indevida, uma coisa que ninguém quer. É uma exposição inadequada da imagem de pessoas que estão sendo investigadas. Nem se fossem condenadas caberia a divulgação dessas fotos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.