''''Quem tem de comentar é o presidente'''', diz Chinaglia

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) não quis comentar ontem os gestos obscenos do assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, comemorando a notícia de que a causa da queda pode ter sido uma falha no reverso do avião. "Creio que não me cabe comentar atitudes de assessores do presidente. Isso quem tem que fazer é o presidente", afirmou. Ele disse que não havia visto a reportagem da TV Globo. Ao chegar a Porto Alegre, ontem, acompanhando o corpo do deputado Julio Redecker (PSDB-RS), Chinaglia cobrou uma explicação pública oficial de "alguma autoridade que tenha representação" sobre "o que genericamente vem sendo apelidado de crise aérea". Segundo ele, "depois de dez meses não é possível que não tenha diagnóstico, que alguma coisa não tenha sido feita e que alguém não tenha dito se falta alguma coisa". Chinaglia deu entrevista no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho (onde foi o velório de Redecker), ao lado da governadora Yeda Crusius (PSDB) e do presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). Chinaglia não quis nomear que autoridade deveria dar essas explicações. Mesmo sendo aliado do governo, disse que "na Câmara vamos pressionar para que as coisas fiquem claras do ponto de vista do sistema. Do ponto de vista do acidente, tem os procedimentos técnicos, que acho prudente aguardar".

Marcelo Auler, O Estadao de S.Paulo

21 Julho 2007 | 00h00

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