Quem viajou deve ficar atento aos sintomas da dengue

Quem foi viajar no feriado prolongado da Semana Santa deve ficar atento aos sintomas da dengue, principalmente quem passou por cidades com casos já notificados. É o que alerta a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. A recomendação é justificada pelo aumento de casos verificados em algumas regiões. O litoral sul paulista, por exemplo, já registrou de janeiro até o momento 619 casos da doença - só Itanhaém registrou 357 casos. Outro lugar com elevado número é Ubatuba, litoral norte do Estado, que apresentou 582 casos somente este ano. Preocupada com o alto índice de pessoas que foram infectadas pela doença, a Secretaria da Saúde alerta para os sintomas inicias da doença. Eles costumam se manifestar entre 4 a 10 dias após a picada do inseto e os principais são: febre alta, dor de cabeça, náuseas e vômitos. Ao perceber estes sinais, informa a secretaria, a pessoa deve procurar rapidamente o posto de saúde mais próximo e informar ao médico que esteve em uma área com casos de transmissão de dengue. "Essa informação é fundamental para alertar o médico de que pode se tratar de um caso de dengue", afirma o pesquisador científico Ricardo Ciaravolo, da Secretaria Estadual da Saúde. Combate Além das informações sobre a doença, a Secretaria também vem fazendo uma campanha para a eliminação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, principalmente no litoral paulista, mais suscetível à criação de focos transmissores. Os técnicos da secretaria recomendam às pessoas que viajam para o litoral uma boa inspeção nos imóveis - casas ou apartamentos - para detecção de possíveis criadouros do mosquito. Não se pode esquecer de verificar todos os recipientes que possam reter água, como privada, vasos, pneus sem uso, entre outros. Caso haja água parada, deve-se tirar o líquido. Se o recipiente estiver fora de alcance (na casa do vizinho, por exemplo), a dica é entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de sua cidade. "Os cuidados são importantes para evitar aumento no número de casos da dengue", afirma Affonso Viviani, coordenador do Comitê de Combate à Dengue. Ciaravolo pede, ainda, que a população colabore no combate à dengue. "Somente assim é possível reduzir o número de criadouros do mosquito", ressalta. Veja outras dicas da Secretaria Estadual da Saúde, principalmente para os que têm casa na praia: Não deixe acumular água em pratos e vasos de plantas; Mantenha calhas e lajes sempre limpas e providencie o nivelamento se existirem pontos com acúmulo de água; Troque a água de piscinas com regularidade segundo as normas sanitárias; Deixe sempre os pneus guardados em local seco e protegido da chuva; Coloque em sacos de lixo as embalagens descartáveis e sem utilidade; Cubra os ralos internos da casa com tapetes ou revistas; As caixas d´água devem ser limpas com freqüência. Não esqueça de mantê-las tampadas; Garrafas vazias devem ficar de boca para baixo e sem água acumulada; Ao voltar para a cidade de origem, cubra o vaso sanitário de sua casa de praia com um saco de lixo e fixe as bordas com fita adesiva para evitar que o mosquito entre pela fresta da tampa.

Agencia Estado,

07 Abril 2007 | 18h11

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