Quércia diz que polícia terá comando único em seu governo

O candidato ao governo de São Paulo pela coligação PMDB-PP, Orestes Quércia, realizou nesta sexta-feira, 11, uma série de visitas aos municípios do Médio Vale Paranapanema em campanha, onde focou o tema da segurança pública. Ele disse que, caso seja eleito, a polícia terá comando único no Estado de São Paulo. Quércia criticou os governos tucanos que desmembraram a área de segurança pública no Estado em duas secretarias: a de Segurança Pública e Administração Penitenciária. "São duas secretarias que competem entre si, e a segurança pública é quem sai perdendo com isso. Um exemplo disso é o caos instalado no Estado de São Paulo nessa área", avaliou. O candidato explicou que está faltando ousadia por parte do atual governo estadual. "Não tem iniciativa. Está faltando autoridade por parte daqueles que comandam o governo do Estado", destacou. Em sua visão, o crescimento de uma facção criminosa como o Primeiro Comando da Capital (PCC) nos presídios paulistas demonstra o quanto está errado a política de segurança pública. "Isso demonstra que os sucessivos governos tucanos não investiram em inteligência. Se fosse governador, acabaria com essa história do PCC em dois tempos", disse. Questionado se solicitaria ajuda do Exército para combater o crime organizado em São Paulo, Quércia foi evasivo: "No meu governo isso não seria necessário porque não haveria crime organizado. E não existindo crime organizado que espalha a violência em São Paulo não seria necessária a presença do Exército". A solução para o ex-governador é prestigiar a polícia dando condições de trabalho para que possa trabalhar e combater a criminalidade. "O salário que os policias paulistas recebem é o mais baixo do País. Não tem cabimento um policial de Alagoas ou Sergipe, com todo o respeito que estes Estados merecem, ganhar mais que os policiais paulistas. O Estado de São Paulo é o carro-chefe da Nação, e em conseqüência disso, os policiais deveriam ser bem remunerados", destacou. Outro aspecto enfocado por Quércia é que no seu governo terminará com a atual estratégia de enviar policiais para tratamentos psicológicos ou psiquiátricos sempre que participam de uma ação contra os bandidos e há vítimas. "É inadmissível isso. O policial dá um tiro, e logo a polícia o afasta do serviço, enviando-o para tratamento psicológico. Isso acaba desmoralizando o policial. Ele quer estar na rua combatendo o crime", observou.

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