Quércia e Tuma são internados em SP

Quércia e Tuma são internados em SP

Dois dos principais candidatos ao Senado se afastam temporariamente da campanha

Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2010 | 00h00

Dois dos principais candidatos ao Senado de São Paulo ausentaram-se temporariamente da campanha por razões médicas. O ex-governador Orestes Quércia (PMDB), em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de votos, e o senador Romeu Tuma (PTB), na quarta posição, estão internados no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista.

A família não autorizou a divulgação de nenhum boletim médico sobre o estado de saúde de Quércia ontem. Hoje, o peemedebista, segundo aliados políticos, será submetido a nova bateria de exames. A razão de internação de Quércia seriam as fortes dores de coluna, fruto de uma cirurgia à qual foi submetido em janeiro deste ano.

O ex-governador, na ocasião, deveria ter feito tratamento fisioterápico, o que postergou até entrar no ritmo mais intenso de agendas de campanha.

Em nota divulgada no seu site oficial, na quarta-feira, Quércia avisa aos companheiros de partido que, "por motivo de saúde", está impossibilitado de viajar em campanha pelo Estado. O peemedebista é o principal responsável pela dissidência do PMDB no Estado, que levou o partido a apoiar os tucanos Geraldo Alckmin para o governo e José Serra à Presidência.

"Necessito de mais tempo para exames aprofundados e tratamento médico, período em que naturalmente não poderei ir às ruas ou realizar viagens. Minha participação só poderá ser pela TV, rádio e internet", avisou Orestes Quércia.

O próprio candidato relata na nota que esse é um "momento decisivo para a campanha" e ressaltou a "extrema lealdade" e crença de que às candidaturas de Alckmin e Serra serão vitoriosas.

Para o deputado estadual Jorge Caruso (PMDB), aliado de Quércia, o ex-governador seguirá fazendo a campanha eletrônica. "A campanha, nesta fase, é basicamente de TV", afirmou. Haverá uma reunião hoje na produtora para avaliar a possibilidade de Quércia gravar no hospital, se necessário. Um boletim médico deve ser divulgado hoje.

Afônico. O senador Romeu Tuma internou-se na quarta-feira no Sírio Libanês para fazer um check-up. Segundo o boletim médico divulgado na noite de ontem, Tuma está fazendo o tratamento de uma afonia e aproveitou a ocasião para realizar uma bateria de exames.

O senador é supervisionado pela equipe médica coordenada pelo Dr. Rogério Tuma.

"Ele já está afônico há alguns dias e como tem o feriado agora vai aproveitar para fazer o check-up. Ele faz esses exames a cada seis meses nos últimos dez anos, desde que teve um enfarte", explicou Robson Tuma , ex-deputado federal e filho do senador.

Em campanha ontem em Sertãozinho, o ex-deputado afirmou que a saúde do pai está normal e que ele retomará as agendas eleitorais após o feriado.

Segundo a última pesquisa Ibope, realizada entre os dias 24 e 26 de agosto, a primeira colocada na disputa ao Senado paulista é Marta Suplicy (PT), com 36% das intenções de votos, seguida por Netinho de Paula (PC do B), com 24%; Quércia, com 21%; e Tuma, com 14%. Os candidatos Ciro Moura e Aloysio Nunes Ferreira estão empatados com 11%. A pesquisa foi registrada no TSE com o protocolo 26048/2010.

PARA ENTENDER

O Senado é composto por 81 senadores, eleitos para mandatos de oito anos. Um terço da Casa é renovada numa eleição e os outros dois terços na eleição seguinte. Este ano, serão renovados dois terços, ou seja, 54 senadores. Por isso, os eleitores terão de votar em dois candidatos. Os senadores representam os Estados e não a população, por isso não há proporcionalidade em relação ao número de habitantes de cada Estado, como ocorre com o número de deputados. Todos os 26 Estados e o Distrito Federal possuem a mesma representatividade no Senado: 3 senadores cada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.