'Quero concluir o projeto de informatização'

Entrevista com Fernando Grella Vieira, Procurador-geral licenciado do Ministério Público

, O Estadao de S.Paulo

17 de março de 2010 | 00h00

Procurador-geral nos últimos dois anos, Fernando Grella Vieira almeja a recondução para manter o que seus pares consideram um feito - a pacificação da instituição que, durante muitos anos, experimentou fases de intensa turbulência, cisões e disputas internas. Grella desincompatibilizou-se em fevereiro para fazer campanha. Percorreu 8 mil quilômetros por quase todo o Estado. Enviou a promotores e procuradores três cartas e a prestação de contas de seu mandato inaugural.

A primeira medida, se reeleito.

Manter o ambiente institucional que conquistamos. Prepondera o respeito e a cordialidade nas relações e forte interesse da classe na busca de soluções negociadas para as questões difíceis. Quero concluir o projeto de informatização e aperfeiçoar o sistema de política de atuação especialmente no que se refere ao combate ao crime organizado e à improbidade. Isso depende do aprimoramento dos meios. Investimos muito no programa de informatização. Das 400 promotorias em todo o Estado, 241 não estavam conectadas com a rede. Agora estão. Adquirimos mais de 2 mil computadores. Vou concluir a construção de banco de dados e aperfeiçoar centros de apoio.

O que faltou na primeira gestão?

Cumprimos mais de 90% das metas. Fiquei satisfeito em sentir dos promotores um claro reconhecimento por alguns avanços, sobretudo em termos de harmonia institucional. É resultado de critérios objetivos para as principais decisões políticas de cargos e de nomeações. Todos se sentiram respeitados, protegidos. Não há mais patrulhamento ideológico. A gestão se pautou por parâmetros objetivos, independente de o colega ter nos apoiado ou não. Gestão profissional.

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