"Questão fiscal é dedo na ferida", diz Alckmin em reação a Lula

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, reagiu nesta quinta-feira às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que a questão fiscal é a "ferida" do governo do PT. Segundo o tucano, é fundamental um ajuste nos gastos do governo para fazer o País crescer. "É óbvio que a questão fiscal é pôr o dedo na ferida. O Brasil tem um problema fiscal, que está no centro da questão do crescimento (econômico)", disse o tucano. "Se ficarmos rodeando e não enfrentarmos o problema, vamos crescer só 2% enquanto os outros (países) vão crescer 7%."Lula disse, em entrevista ao jornal O Globo publicada hoje, que o País pode crescer sem que, para isso, sejam necessários cortes de despesas, como propõe seu adversário. Na entrevista ao jornal, Lula previu um ciclo de crescimento econômico de pelo menos 5%ao ano nos próximos cinco anos.Alckmin, que assistiu hoje à missa na Basílica de Aparecida, fez questão de ressaltar que sua opinião é bem diferente da do presidente-candidato. "Em relação à questão fiscal, eu penso diferente do presidente Lula e é bom que seja assim."O candidato acusou o governo Lula de gastar mal porque, entre outras coisas, superfatura obras e compras. "O governo gasta muito e mal. 34 ministérios, uma quantidade infinita de cargos em comissão, custeio elevado e superfaturamento de obras e compras", disse. E concluiu: "O País não vai crescer como tem que crescer se continuar com uma carga tributária de 38% do PIB."Alckmin voltou a explorar os casos de corrupção envolvendo petistas e integrantes do governo Lula. "Nós temos diferenças, Diferença ética, por exemplo. Eu não sou tolerante com a corrupção", ironizou.

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