Questões de logística adiam ida da Força Nacional ao Rio

Problemas de logística podem adiar a chegada da Força Nacional de Segurança Pública ao Rio de Janeiro, que estava prevista para acontecer até o final desta semana. Nesta segunda-feira, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que a Força Nacional de Segurança Pública está pronta, em Brasília, mas só deverá chegar ao Estado na próxima semana por questões de logística. No entanto, na sexta-feira, 5, o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, anunciou que a Força Nacional deveria desembarcar no Rio no máximo até terça-feira, 9, e que as autoridades federais e estaduais já estariam tomando providências para deslocamento e acomodação das tropas. A Força Nacional de Segurança Pública irá ajudar a polícia no combate às facções que desencadearam a onda de ataques no Rio, com 19 mortos. De acordo com Beltrame, a tropa com 600 homens vai bloquear 19 pontos nas divisas do Estado do Rio com os vizinhos, notadamente no sul (junto a São Paulo) e no norte. Esses pontos foram escolhidos de comum acordo entre a Secretaria de Segurança Pública do Rio e órgãos federais de segurança, além da Receita Federal. Beltrame participou de solenidade no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, no qual o governador Sérgio Cabral, o prefeito César Maia e secretários municipais e estaduais assinaram convênios, segundo os quais o município do Rio assume diversas funções na cidade, que eram de responsabilidade do Estado, como a administração de parques ambientais, saneamento em favelas e bairros da zona oeste. AntecipaçãoNa sexta-feira, Corrêa também disse que o envio da Força estava programado para meados de fevereiro, para reforçar a segurança dos Jogos Pan-Americanos, mas o planejamento foi alterado devido às ações criminosas. ?Tivemos que antecipar o prazo e redimensionar o efetivo?, disse Corrêa.Por questões de logística, que incluem alojamentos e infra-estrutura operacional, as tropas vão chegar gradativamente e, a princípio, atuarão no policiamento das vias de acesso ao Rio, com foco no tráfico de drogas e armas. A medida em que os Jogos, em junho, forem se aproximando, o efetivo atingirá o pico e se estenderá até a cidade. De acordo com o secretário, a atuação será no policiamento ostensivo e incursões em áreas de risco, inclusive favelas. Mas as ações estarão a cargo das autoridades estaduais.O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), também afirmou na sexta que o efetivo da Força Nacional será de 7 mil homens e chegará gradualmente ?porque tem de seguir uma cronologia?. Segundo a previsão dele, até o fim do mês a Força Nacional estará patrulhando as divisas do Estado e, em 60 dias, na cidade. ?Sei que a ansiedade é grande, mas temos que respeitar o lado operacional. Quero garantir que não será uma operação pirotécnica.?Criada para ajudar Estados em situação de grave perturbação da ordem, a Força é integrada por 7,8 mil policiais militares e bombeiros. Treinados na Academia Nacional de Polícia Federal, em Brasília, estão aptos a atuar como alternativa às Forças Armadas.

Agencia Estado,

08 de janeiro de 2007 | 12h17

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