R$ 2 mi para estudos sobre álcool e trânsito

Secretaria Nacional Antidrogas vai financiar 8 pesquisas sobre o tema

Lígia Formenti, O Estadao de S.Paulo

05 Outubro 2007 | 00h00

A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) vai financiar R$ 2 milhões em pesquisas para avaliar o impacto da associação entre drogas, bebidas alcoólicas e o volante. Ao todo são oito trabalhos, com datas de início diferentes, que deverão ser executadas em dois anos. O primeiro deles, que analisa as diferenças do teor de bebida alcoólica entre vítimas fatais e hospitalizadas, tem início em novembro. Os resultados devem começar a ser divulgados a partir de 2008. Os estudos serão conduzidos pelo diretor do departamento de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Flávio Pechansky. ''''O Brasil já possui alguns trabalhos sobre o assunto, mas este será o primeiro em caráter nacional.'''' Um dos estudos de maior abrangência será iniciado no próximo ano, nas capitais. Feita em colaboração com Polícia Rodoviária, a pesquisa vai verificar o percentual de motoristas que dirigem sob efeito de álcool ou outras drogas. Para isso, motoristas voluntários, além de responder a um questionário, serão submetidos a um teste de bafômetro. Uma das pesquisas tentará avaliar, ainda, o grau de aceitação da população para políticas de prevenção do álcool. ''''Vamos mensurar até que ponto a sociedade aceita ir, quanto está disposta a pagar para colocar em prática medidas de prevenção e controle do abuso da bebida'''', explicou Flávio. A diretora de Prevenção e Tratamento da Senad, Paulina Duarte, diz que o projeto conta com a colaboração de vários órgãos, como Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Denatran. ''''A situação do Brasil sobre abuso de álcool é alarmante'''', afirma.Ela observa que pessoas que abusam da bebida, além de aumentarem o risco de cometer delitos, também ficam mais expostas a serem vítimas de agressões. Segundo um estudo para tese de mestrado do biólogo Gabriel Andreucetti, premiado ontem no Seminário Internacional da Rede de Pesquisas de Drogas, 43% de 2.007 vítimas de homicídio em São Paulo tinham álcool no sangue.

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