Rabino Sobel declara apoio à pena de morte

O presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista (CIP), Henry Sobel, resolveu apoiar a pena de morte. O rabino aproveitará a passeata Paz com Justiça, hoje, da Avenida Paulista ao Ibirapuera, para anunciar sua decisão. ?Nunca me manifestei a respeito, mas vou fazer isso agora, decepcionando meus amigos e companheiros dos direitos humanos, porque o que está ocorrendo no Brasil é assustador?, disse o rabino, que sempre se destacou por suas posições em favor da paz, contra a opressão.Ao saber da mudança de opinião de Sobel, um desses amigos, o cardeal d. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito, mandou dizer, por meio de uma secretária, que não gostaria de comentar a atitude. ?D. Paulo lembrou que a Igreja é contrária à pena de morte e é essa também a sua posição?, disse ela. Sobel anunciará sua decisão à porta do Colégio São Luís, de onde às 14h30 sairá a passeata até a Assembléia, após uma missa em memória dos estudantes Felipe Caffé e Liana Friedenbach.?Vamos entregar manifesto a uma comissão suprapartidária de deputados?, diz o pai da jovem, Ari Friedenbach, que deve liderar a marcha. ?Sou um liberal, mas meu liberalismo tem limite?, afirmou Sobel, observando que, se nunca foi favorável à pena capital, é porque achava que não se pode matar alguém, quando se considera que é errado matar.?As coisas chegaram a tal ponto que não há outra solução no caso de crimes hediondos.? Prevendo a repercussão entre os amigos e defensores dos direitos humanos, Sobel se justifica. ?Meus companheiros falam sobre as péssimas condições das prisões, situação que também me preocupa, mas a prioridade deve ser sempre a defesa dos direitos das vítimas, não os direitos dos criminosos.?

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.