Racionamento vira rotina em várias cidades de SP

A seca está castigando muitas cidades do Estado de São Paulo, que usam o racionamento para conter o aumento do consumo provocado pelas altas temperaturas. Na noite de ontem, porém, as chuvas já deram sinal de trégua e a previsão era de que o tempo continuaria chuvoso no fim de semana.Em Itu, a 98 quilômetros de São Paulo, se a chuva não for suficiente, o racionamento de água, que atinge 70% dos 150 mil moradores, pode ser ampliado. Desde segunda-feira, mais de 40 bairros ficam sem água das 8 às 18 horas. A Represa do Itaim está com 10% da capacidade. Na barragem do Fubaleiro, o nível é de 15%. O bairro de Cidade Nova e região e o centro histórico da cidade podem entrar no racionamento. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto pode ir à Justiça para obter água de açudes particulares. Na região de Campinas, moradores de Indaiatuba, Sumaré, Paulínia, Santa Gertrudes, Piracicaba, Elias Fausto e Monte Mor enfrentam racionamento há duas semanas. Em Campinas, a falta de água está descartada nos próximos 60 dias. Segundo a Sabesp, em Paulínia, o consumo de água per capita foi de 200 para 350 litros ao dia. Em Sumaré, subiu 30%. Apesar de estar na lista das 27 cidades paulistas ameaçadas de racionamento, Caraguatatuba está com mananciais cheios. Minas - Em Uberaba (MG), o prefeito Marcos Montes Cordeiro decretou "estado de emergência" desde o dia 10 por causa da seca. O Rio Uberaba ficou com 20% da capacidade. Homens do Tiro de Guerra, das Polícias Civil e Militar, além do dos bombeiros e guarda municipais fiscalizam para evitar abusos. Na quinta-feira, foi feita a transposição do Ribeirão São Pedro, aumentando a vazão. No Rio, apesar da chuva prevista para hoje, a Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) não descarta a hipótese de cortes. As áreas mais atingidas foram a Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo. "Se não chover, teremos de estudar o racionamento", diz o responsável pelo abastecimento no Estado, João Benedito Lorenzon Mello.

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