Radares móveis deixam de funcionar em São Paulo

Quarenta radares móveis, que flagram os motoristas acima da velocidade permitida, foram desativados nesta segunda-feira, segundo a Companhia de Tráfego (CET). A operação estava, até agora, prevista em um contrato da Prefeitura de São Paulo com o consórcio Monitor. O contrato vence hoje e não será renovado. A CET informou que os 40 radares, revezados em 290 pontos de fiscalização, serão retirados das ruas até zero hora de quarta-feira, 28. No ano passado, eles renderam R$ 40 milhões em multas. As 100 lombadas eletrônicas e os outros 40 radares fixos da capital não serão afetados pela medida. A desativação de radares móveis vai ocorrer porque a CET optou por esperar o resultado de uma licitação recém-aberta para esses aparelhos. O contrato com o Monitor foi assinado na gestão passada. A diferença entre o modelo vigente e o previsto na nova licitação é a maneira de remuneração das multas. Em vez de um repasse calculado com base no número de infrações, o que pode incentivar "produção" de multas, a CET quer remunerar as empresas com valores fixos. A licitação, no entanto, acabou bloqueada pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), no fim de abril, por suspeita de irregularidades. Desde o fim daquele mês, quando apresentou documentos pedidos pelo TCM, a CET aguarda a liberação da concorrência. A companhia estima que dois meses serão gastos para isso - período no qual a capital ficará sem os radares móveis. Enquanto espera, a CET abriu procedimento para apurar irregularidades em multas que teriam sido aplicadas pelos radares móveis. Dezenas de infrações teriam sido registradas em lugares não previstos para a colocação dos equipamentos.

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