Radares móveis voltam a multar

Dez aparelhos fiscalizarão 42 locais, a partir de segunda

Renato Machado, O Estadao de S.Paulo

13 de dezembro de 2008 | 00h00

A partir de segunda-feira, os motoristas que passarem por sete avenidas de São Paulo poderão ser multados pelos radares móveis, que voltarão a ser usados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Em setembro, todos os 26 radares desse tipo haviam sido desligados, com o fim do contrato com as empresas prestadoras do serviço. A CET concluiu a licitação de metade do montante na última semana. Os endereços onde serão instalados dez deles foram publicados hoje no Diário Oficial, processo necessário para que comecem a multar.Como não são fixos, os dez radares serão responsáveis por fiscalizar 42 pontos da cidade. Eles estarão espalhados por sete vias paulistanas: as Avenidas Santo Amaro, João Dias, Senador Teotônio Vilela, Vereador José Diniz e Robert Kennedy e as Estradas do M?Boi Mirim e de Itapecerica. Duas dessas vias - a Senador Teotônio Vilela e a Estrada do M?Boi Mirim - foram consideradas das mais perigosas para os pedestres pela CET, quando lançou a campanha para reduzir os atropelamentos nesta semana. Em todos os pontos, o limite de velocidade será de 50 km/h.Os endereços onde serão instalados os outros três radares devem ser publicados na próxima semana. O valor da licitação dos 13 primeiros radares foi de R$ 8,7 milhões. Segundo a CET, a licitação do próximo lote deve ser concluída no início de 2009.Com os dez novos radares, a CET reforça ainda mais a fiscalização eletrônica, que corresponde a 34% de todas as multas aplicadas na cidade. A companhia conta também com 63 radares fixos, cem lombadas eletrônicas, 65 radares que registram placas de veículos que invadem corredores de ônibus e 136 que flagram quem ultrapassa semáforos vermelhos. De janeiro a outubro deste ano, a CET aplicou um número recorde de multas. Foram 3,9 milhões, quantia 17% superior à de todo o ano passado. Uma das razões para o aumento foi a entrada em vigor do pacote para o trânsito, que restringiu a circulação de caminhões no centro expandido e instituiu os rodízios para caminhões nas Marginais e por placa para Veículos Urbanos de Carga (VUCs).

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