Radialista de Jundiaí preso por pedofilia

O radialista e diretor de marketing do Colégio Divino Salvador, de Jundiaí, Ayrton Miguel Vaz, de 47 anos, foi preso pela Polícia acusado de pedofilia e atentado violento ao pudor. Ele confessou ter mantido relações sexuais com dois alunos da escola, de 16 anos. Durante dois meses, a Polícia Civil grampeou as ligações telefônicas de Vaz, que também era radialista esportivo, colhendo pelo menos 40 nomes de adolescentes que podem ter mantido contato com o professor. O delegado do 6º Distrito Policial, Paulo Sérgio Martins, disse que as investigações tiveram início com uma ligação feita ao Disque Denúncia de Campinas, que possui uma seção para recebimento de queixas de abusos sexuais. Com autorização do juiz da Vara da Infância e Juventude, Jefferson Barbin Torelli, os telefones da casa e da sala do professor foram grampeados. A Polícia reuniu 12 horas de conversas, onde surgiram os 40 nomes de adolescentes. Um dos estudantes, C. M., de 16 anos, contou à delegada Fátima Giassetti, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que também investigou o caso, que o professor chegou a levá-lo a um motel da cidade, sob ameaça de revólver. O professor negou que tivesse ameaçado qualquer um com arma de fogo. Os investigadores da Polícia de Jundiaí apreenderam na casa de Vaz uma máquina fotográfica, filmadora, frascos com vaselina, CDs-ROMs, disquetes, fotografias de alunos do colégio e de equipes de futebol, além de uma CPU. No computador foram encontradas fotos de garotos nus, informou o delegado Martins. Vaz disse que não distribuía as fotos, apenas as recebia por e-mail. Como Jundiaí não tem cela especial para presos com nível universitário, o professor ficará em Campinas. A pena para esse tipo de crime pode variar de 6 a 10 anos. Pais de alunos do colégio ficaram chocados, porque seus filhos mantinham relações muito próximas de Vaz, que coordenava todas as atividades recreativas do colégio, mantido por padres. A direção do Colégio não se pronunciou sobre o caso, mas colaborou com a Polícia para esclarecer as denúncias.

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