Radicalismo pode ameaçar governabilidade, diz Pedro Simon

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), que concorre à reeleição, lembrou que o presidente eleito irá governar, durante um mês, com o Congresso atual, já que os parlamentares escolhidos neste domingo só tomarão posse em 31 de janeiro, e demonstrou preocupação com o ambiente neste período de transição. Simon disse que já há defensores de uma convocação extraordinária em janeiro e identificou riscos para a governabilidade, caso haja radicalização de posições."Se não tivermos um grupo que tenha condições, e eu me considero nesse grupo, de ter calma, serenidade, de não querer radicalizar nem para um lado nem para o outro, mas para buscar a governabilidade, vai ser perigoso", comentou, sobre o clima após as eleições. Para o senador, os riscos de instabilidade durante uma convocação extraordinária estariam ligados às conclusões da comissão parlamentar que investiga o esquema de venda superfaturada de ambulâncias, a chamada máfia das sanguessugas, e que poderia até levar a um pedido de impeachment do presidente Lula - caso seja reeleito. Simon disse ser favorável à investigação, mas não para pôr em risco a governabilidade ou até mesmo impedir a posse de Lula.O senador fez os comentários após votar, pouco depois das 13h, acompanhado do governador Germano Rigotto (PMDB), que disputa a reeleição, e da candidata a vice na chapa, Sônia Santos (PTB). Como havia fila na seção eleitoral 79, da zona 111, na zona leste de Porto Alegre, após esperar alguns minutos Simon foi orientado a passar à frente dos demais.Ao comparar a eleição deste ano com a de 2002, Simon disse que naquela época "todos estavam felizes da vida", tanto os eleitores de Lula quanto aqueles que não tinham votado nele, pois "reconheciam que tinha chegado a vez dele". Agora, seja qual for o vitorioso, Simon disse ver um ambiente de "crise muito grande.

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