Raio mata menina de 11 anos no interior de SP

A adolescente Nailza da Silva, de 11 anos, morreu vítima de uma descarga elétrica na tarde de segunda-feira, 19, em Santa Branca, Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. Por volta das 17h30 a menina, que morava com a família na fazenda São Geraldo, foi ajudar o pai a recolher os animais do quintal, porque iria chover. "Um temporal estava armando, mas ainda não chovia. De repente, deu o raio, e o pai foi jogado para um lado e ela ficou presa no varal de arame farpado", contou a vizinha, Maria Aparecida Mendes. O pai, o caseiro Severino José da Silva, de 40 anos, teve queimaduras nas mãos, mas conseguiu sobreviver. "Quando me levantei, já vi minha menina com a mãozinha grudada no arame", contou Severino, bastante abalado com a morte da filha. "Caiu uma grande faísca, foi um choque muito rápido", completou. Nailza foi enterrada na manhã desta terça-feira, no cemitério Campo Santo, em Santa Branca. Comovidos, parentes e amigos acompanharam o enterro pelas ruas do pacato município. "Pra nós é uma tragédia, não dá pra acreditar", disse a vizinha, amiga da família. Raios causam a morte de cerca de 100 pessoas no País e deixam cerca de mil feridas, todos os anos. O especialista em estudos de descargas elétricas no Brasil, Osmar Pinto Júnior, aconselha as pessoas a, diante de uma ameaça de temporal, buscar locais fechados. "Evitar lugares descampados, como campos de futebol e praia, e nunca tentar se proteger debaixo de árvores. As pessoas devem procurar abrigo em imóveis e lugares fechados". Osmar Pinto Júnior coordena o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que desenvolve pesquisas a respeito dos raios no Brasil.

Agencia Estado,

20 Fevereiro 2007 | 16h57

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