Raio X deve coibir celular em presídio, diz Alckmin

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) reconheceu que é difícil eliminar o uso de celulares nos presídios e cadeias de São Paulo, conforme reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo. Ele admitiu que a entrada de aparelhos no sistema prisional pode ocorrer - até por conta do número de refeições servidas -, além de falha tecnológica dos bloqueadores. Alckmin afirmou que o governo do Estado deve ampliar o número de equipamentos de raio X nos presídios para coibir a entrada de celulares."Infelizmente, não temos a tecnologia para bloquear de maneira efetiva essa comunicação via celular. Uma coisa é um bloqueador de uma sala de teatro, de cinema. Outra coisa é uma penitenciária, que é uma cidade. O segundo, é a freqüência. A comunicação acaba passando por outra freqüência e você não bloqueia o funcionamento", disse.Alckmin afirmou que o Estado deve aumentar o número de equipamentos de raio X nas penitenciárias para coibir pelo menos a entrada de celulares nos presídios. Enquanto todas as pessoas que entram no presídio passam pelos detectores de metal, os alimentos serão submetidos ao raio X. Por enquanto apenas duas, das 128 penitenciárias estaduais, possuem o equipamento. "O Centro de Detenção Provisória (CDP) de Suzano e a Penitenciária de Araraquara, com o raio-X, diminuiu extraordinariamente esse problema", disse. Cada aparelho custa de R$ 90 mil a R$ 100 mil, segundo o governador. "Vamos comprar mais 30 equipamentos de raio X", afirmou.

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