Ranking põe Brasil como 48º melhor país do mundo para viver

Na lista publicada pela revista 'Newsweek', Finlândia aparece em primeiro lugar, seguida por Suíça e Suécia

Denise Chrispim Marin CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2010 | 00h00

O Brasil é o 48.º melhor país do mundo para viver, segundo o primeiro ranking de 100 nações publicado pela revista Newsweek. Entre os países da América Latina e do Caribe, o Brasil perde nesse quesito apenas para Jamaica, Argentina, México, Uruguai, Peru, Costa Rica e Chile - o mais bem colocado da região, no 30.º posto da lista. Apesar de seu Produto Interno Bruto de US$ 2,013 trilhões, o nono maior do mundo nas contas do Banco Mundial, o Brasil não figura entre as dez economias mais dinâmicas. Mas, de acordo com a Newsweek, é o melhor lugar do planeta para fazer cirurgia plástica.

"Nenhum outro país tem mais cirurgiões (plásticos) per capita; essa indústria de US$ 15 bilhões talvez atraia mais turistas que as praias. Regulações inovadoras dão uma mãozinha aos cirurgiões", afirma a revista.

Para formular o ranking, a Newsweek cruzou indicadores de cinco categorias - educação, saúde, qualidade de vida, competitividade econômica e ambiente político - e convidou laureados analistas, como o economista Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de 2001. O desafio era responder a uma pergunta: se você fosse nascer hoje, que país escolheria?

Modelos. A revista advertiu que o ranking "não é perfeito" e esse exercício reforçou a constatação de que "não há um único modelo de sucesso" para as nações. O país campeão foi a Finlândia, seguido pela Suíça e pela Suécia. Os Estados Unidos aparecem em 11.º lugar, desgastados por duas frentes de guerra e pela crise econômica. Mas estão na frente das três potências europeias - Alemanha, Inglaterra e França.

Já o Brasil, atrás da Jamaica no ranking, tem o consolo de ter superado seus colegas emergentes do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e seus parceiros da hora, Venezuela, Cuba e Irã. O País não aparece nos sub-rankings dos dez melhores nas categorias de educação, de saúde, de qualidade de vida e nem mesmo de dinamismo econômico entre países em desenvolvimento - lista liderada pela China e com a Índia em terceiro lugar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é mencionado como o chefe de Estado que está por partir, mas ainda tem "status de estrela do rock no País e tapete vermelho no exterior". "O ex-chefe de sindicato foi suficientemente sensato para reconhecer que os negócios são aliados, não inimigos", diz a revista.

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