Rapazes desaparecem após serem abordados por PMs em Mongaguá

A Polícia Militar usou até helicóptero para localizar dois rapazes desaparecidos desde a noite de sexta-feira, quando foram abordados por dois PMs numa casa noturna. Mas até agora não foram encontradas pistas dos dois. Familiares temem a repetição do caso ocorrido no carnaval de 99 na cidade, quando quatro jovens foram detidos e mortos por policiais da Cavalaria 9 de Julho.Celso Gioielo Magalhães Júnior, de 20 anos, e Anderson do Carmo, de 17, foram chamados por dois policiais fardados assim que chegaram à boate Casarão, no Bairro de Agenor de Campos. Ao se recusarem a acompanhar os PMs, os jovens teriam sido levados ao banheiro do estabelecimento, onde teriam sido agredidos. Em seguida, foram colocados na perua da polícia e nunca mais foram vistos. Familiares registraram Boletim de Ocorrência de desaparecimento no domingo."Desde que tomamos conhecimento da denúncia, ainda no domingo, iniciamos as buscas", informou o major João Carlos Sá, subcomandante do 29º BPM/I, de Mongaguá. As armas dos policiais foram apreendidas para a realização dos exames periciais, assim como o veículo usado por eles já passou por vistoria. "Nada de anormal foi encontrado na viatura", informou o major. Segundo ele, os policiais disseram que deixaram os dois rapazes no centro da cidade. Os dois PMs envolvidos, cujos nomes estão sendo mantidos em sigilo, foram removidos para função interna até que se apure o que realmente ocorreu na noite de sexta-feira.Segundo João Carlos Sá, "não dá para saber ainda se houve ou não houve crime, mas o caso está sendo rigorosamente investigado?. Os trabalhos estão sendo comandados pelo tenente-coronel Paulo Roberto Farah, comandante do Batalhão de Mongaguá e a Corregedoria está acompanhando o Inquérito Policial Militar (IPM).

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