Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Raquel Dodge diz que ‘certamente’ há culpados pelo rompimento de barragem

Procuradora defendeu mudança em protocolos que atestam a segurança das estruturas

Teo Cury, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2019 | 18h18
Atualizado 27 de janeiro de 2019 | 15h00

BRASÍLIA - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse a jornalistas neste sábado, 26, que “certamente há um culpado ou mais de um culpado” pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) e que os governos devem cobrar responsabilidade das empresas envolvidas na tragédia de Brumadinho.

"Certamente há um culpado ou mais de um culpado, mas o Ministério Público precisa trabalhar de uma forma adequada, sem espetacularização, mas firmemente na busca dos responsáveis por essa tragédia. As informações são muito prematuras para que identifiquemos quem são os responsáveis, mas o nosso trabalho, nosso dever, é de caminhar neste modo."

A chefe do Ministério Público Federal está em Brumadinho participando de reuniões com a Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais, o Ministério Público do Estado, o Ministério Público do Trabalho, a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais e da União. 

Raquel Dodge informou que a PGR ainda está examinando como agirá. De acordo com ela, o momento é de definir qual o protocolo de risco necessário e garantir a identificação das pessoas desaparecidas e que as vítimas sejam socorridas. 

“Só o Estado de Minas Gerais tem quase 700 barragens que estão classificadas em razão do risco de rompimento. E é preciso garantir que esse risco seja realmente baixo e que as informações sobre isso sejam confiáveis. Nós sabemos que há um protocolo científico que garante a segurança das barragens, mas sabemos também que é preciso aprimorar esse protocolo científico porque ele tem falhado.”

Neste sábado, Raquel Dodge determinou a criação de uma força-tarefa para apurar as responsabilidades pela tragédia. A formalização da força-tarefa será feita após os procuradores naturais do caso indicarem à Procuradoria os nomes dos membros. 

 

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